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Pare de tentar salvar povos indígenas

Em vez de 'salvá-los', devemos parar de destruir. E esse é um trabalho que temos que fazer para nós mesmos, não para o outro

Homem indígena representando um dos cinco continentes
Mural de Eduardo Kobra no Rio de Janeiro
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É comum que pessoas ou instituições brasileiras façam gestos gentis a comunidades indígenas e, em seguida, enquadram isso como um grande esforço em defesa de seus direitos. Por exemplo, pagar indígenas para construir uma estrutura tradicional dentro de um museu. Às vezes, até coisas simples como comparecer a uma aldeia e dizer "oi", levar alunos para uma visita ou comprar objetos deles se tornam uma grande declaração política. Não é. É decência básica, como pagar por bens e serviços ou tratar outra pessoa como ser humano.

Em vez de buscar aplauso por ações cotidianas, como tratar as pessoas como pessoas, talvez uma maneira mais eficaz de provocar mudanças seja concentrar nossa energia em outro lugar. Os povos indígenas estão em sua luta e perseveraram durante séculos por seus próprios méritos e esforços, não nossos.

Deixá-los "em paz" não significa fazer nada. Os povos indígenas não precisam ser salvos, mas eles merecem reparações. E uma forma de garantir que isso aconteça é engajar-se, não com indígenas, mas com aqueles que tentam destruir suas populações.