De acordo com um relatório recente sobre financiamento global de direitos humanos, financiadores do países do chamado Sul Global (ou em vias de industralização) e Leste Europeu focam muito mais em recursos e direitos ambientais do que seus homólogos do Norte. Eles também dedicam uma parcela maior de seus esforços para construção de capacidades e colaboração.
Estas conclusões tem ressonância com a minha organização, Fundo Socioambiental CASA, dado que é isto que fazemos. Na última década tentamos efetuar mudanças sustentáveis e equitativas através de aproximadamente 1,500 microapoios, de US$5,000 a US$15,000, para um grande número de pequenas comunidades de base, em dez países da América do Sul. Acreditamos que este tipo de abordagem minimiza muito os impactos perversos, negativos e não intencionais da cooperação internacional para a sociedade civil.
Para reverter a destruição dos ecossistemas, nós devemos proporcionar níveis de recursos adequados para os povos indígenas e as comunidades tradicionais. A maioria dos financiadores aborda problemas complexos oferecendo grandes somas a um punhado de grandes organizações. Nossa estratégia é diferente: cremos que, para reverter a destruição dos ecossistemas, nós devemos proporcionar níveis de recursos adequados para os povos indígenas e as comunidades tradicionais, para fortalecer suas capacidades de se engajarem em soluções propositivas. Pessoas que vivem em áreas afetadas por impactos ambientais precisam entender o que está em jogo e ter suas vozes ouvidas e seus direitos respeitados.