
Pedro Passos Coelho e António Costa. Sapo fotos: todos os direitos reservados.
Portugal vai às urnas a 4 de outubro sem nenhuma alternativa real aos partidos tradicionais. Ao longo dos últimos anos, o país tem vindo a partilhar com outros países do Sul da Europa muitos traços comuns, como uma dura recessão, uma elevada taxa de desemprego, uma austeridade insuportável e inúmeros escândalos de corrupção. Mesmo assim, não assistimos ao aparecimento de partidos radicais e anti-establishment.
Portugal abandonou o programa de resgate em 2014 e a situação económica tem vindo, lentamente, a melhorar. Porém, cortes sociais, o desemprego, uma baixa produtividade e uma crise demográfica grave mantem-se como sérias ameaças para o seu futuro, pese a que o sistema bipartidário Português permanece estável.