A crise social, política e econômica do Chile só poderá ser superada por meio de instituições democráticas, nunca por meio da violência ou do descumprimento da legalidade. O processo constitucional busca mudar uma realidade injusta, nefasta e excludente. O único Chile que desejamos é um que respeita a dignidade de todos.
Com a polarização social à flor da pele, os cidadãos perdem os pontos cardeais da coexistência comunal: ficam desanimados.
Essa é a realidade no Chile. O ar que se respira não está apenas contaminado pela poluição, mas também por palavras que exaltam o medo, que avisam que o Chile pode cair em mãos semelhantes às que causaram a tragédia na Venezuela. São ferramentas obsoletas aos quais se recorre por desespero.