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Processo constitucional no Chile: quanta desigualdade cabe na democracia sem gerar revolta social?

O Chile não vai resolver seu problema social sem uma nova constituição. É por isso que o resultado do referendo de 25 de outubro é tão significativo. Entrevista com Javier Couso.

Chamas emanando da igreja San Borja, perto da Plaza Italia em Santiago do Chile
A igreja de San Borja, perto da Plaza Italia em Santiago do Chile, em chamas depois que os manifestantes a incendiaram em 18 de outubro de 2020, comemoração do primeiro aniversário da revolta social no Chile
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A crise social, política e econômica do Chile só poderá ser superada por meio de instituições democráticas, nunca por meio da violência ou do descumprimento da legalidade. O processo constitucional busca mudar uma realidade injusta, nefasta e excludente. O único Chile que desejamos é um que respeita a dignidade de todos.

Com a polarização social à flor da pele, os cidadãos perdem os pontos cardeais da coexistência comunal: ficam desanimados.

Essa é a realidade no Chile. O ar que se respira não está apenas contaminado pela poluição, mas também por palavras que exaltam o medo, que avisam que o Chile pode cair em mãos semelhantes às que causaram a tragédia na Venezuela. São ferramentas obsoletas aos quais se recorre por desespero.