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Quão livre é a liberdade em Angola?

Henrique Luaty e outros ativistas Angolanos foram presos por alegadamente planear depor o Presidente de Angola. A sua greve de fome e um crescente apoio público podem forçar o governo Angolano a abrir caminho a uma transição democrática. English. Español.

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Luaty Beirao. RTP. All rights reserved.

No dia 20 de junho quinze ativistas Angolanos foram presos em Luanda sendo acusados de atentar contra a ordem pública e a segurança nacional. Dezassete ativistas foram formalmente acusados (duas delas, Laurinda Gouveia e Rosa Conde, em liberdade provisional) de planear um golpe de estado para depor o Presidente de Angola.

Segundo o Procurador-Geral da República, o general João Maria de Sousa, estes atos constituem “um crime contra a segurança nacional de Angola e, consequentemente, um crime de rebelião”. Pelas suas palavras, poder-se-ia pensar que os ativistas estavam a distribuir armas ou a planear uma revolução violenta. Longe disso. Estavam apenas a trocar opiniões sobre dois livros, aparentemente uma atividade proibida em Angola nos dias de hoje.