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Renda Básica Emergencial: A campanha que levou a ela, e seus próximos passos

A nova política no Brasil mostra o poder da sociedade civil ao pressionar por políticas que combatam desigualdades, mesmo diante de um governo de extrema direita. English Español

Renda Básica Emergencial: A campanha que levou a ela, e seus próximos passos
Moradores da favela Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, começam em 10 de abril de 2020 a trabalhar na limpeza das áreas da comunidade por conta própria
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Grandes crises como a imposta pelo novo coronavírus sempre tornam mais evidentes as desigualdades sociais e econômicas, geralmente de formas muito duras. As pessoas mais impactadas são invariavelmente as mais pobres e marginalizadas, independentemente de onde você esteja no mundo. Aqueles que contam com menos recursos são os menos capazes de se proteger dos impactos em sua saúde e fontes de renda.

Ao mesmo tempo, crises como essa também abrem espaço político para a sociedade civil pressionar por mudanças que, de outra forma, seriam difíceis ou praticamente impossíveis de alcançar. À medida que a atenção da população se volta para a necessidade de ação urgente em apoio aos mais desfavorecidos, políticos se tornam mais sensíveis a apelos por políticas públicas incisivas no combate às desigualdades.

Respondendo aos graves impactos econômicos da Covid-19, e construindo a partir de décadas de debate em torno da ideia de uma renda básica universal, uma coalizão de mais de 160 organizações e movimentos da sociedade civil decidiu agir com relação a isso. Por meio de uma ampla campanha que conquistou o apoio de mais de 500.000 cidadãos e 3.000 influenciadores em cinco dias, essa coalizão levou o Congresso a aprovar uma política de Renda Básica Emergencial que alcançará até 59 milhões de pessoas diretamente, e o dobro disso indiretamente – beneficiando metade da população do país.