Uma versão estendida deste artigo foi publicada originalmente na vigésima edição da Revista Sur, produzida pela Conectas, e está disponível aqui
Em quase todas direções que olhamos - da economia à demografia, das viagens aéreas à inovação - a mudança para os chamados mercados “emergentes” é evidente. Mas quando se trata do cenário da sociedade civil, a transformação é muito menos visível. Embora algumas organizações de direitos humanos de grande destaque estejam se descentralizando (por exemplo, a Anistia Internacional) ou se mudaram para o Sul (por exemplo, a Action Aid International), o ritmo médio de transformação da sociedade civil parece muito mais lento do que em outras áreas. Com base em nossa experiência na CIVICUS, nós defendemos que a agenda global de direitos humanos seria reforçada significativamente, caso os atores da sociedade civil do Sul se esforçassem mais para olhar além de suas fronteiras nacionais e se tornassem cidadãos globais do mundo multipolar e interconectado da atualidade.
É muito difícil para as OSC no Sul se destacarem no cenário internacional quando suas condições em seus países de origem permanecem frágeis.