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A sobrevivência da Amazônia está em risco

Orientado por formuladores de políticas públicas, CEOs, ícones culturais e líderes indígenas, o painel de pesquisa liderado por Carlos Nobre, Andrea Encalada e Jeffrey Sachs apresentará um caminho para a bioeconomia equitativa, baseada na biodiversidade e no conhecimento tradicional.

A sobrevivência da Amazônia está em risco
Reflexo da floresta no rio Amacayacu, um afluente da Amazônia perto de Leticia, na Colômbia.
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Motivados pelas ameaças ambientais crescentes, urgentes e catastróficas à Amazônia, um grupo de cerca de 150 cientistas renomados dos oito países amazônicos, da Guiana Francesa e parceiros globais, lançou hoje, oficialmente, uma iniciativa científica encarregada de fornecer a primeira avaliação baseada em evidências do estado da Bacia Amazônia. Suas recomendações irão sugerir um plano para a formulação de políticas públicas nesta vulnerável região, que abrange a maior e mais biodiversa floresta tropical do mundo, e cujos líderes nacionais se comprometeram a salvar.

O Painel Científico para a Amazônia produzirá a primeira revisão científica a cobrir toda a Bacia Amazônica e seus biomas - a ser lançada em 2021. Patrocinado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o lançamento do Painel Científico contou com a participação de um grupo de conselheiros estratégicos, incluindo Juan Manuel Santos, ex- presidente da Colômbia e outros líderes políticos; ícones culturais como o famoso fotógrafo Sebastião Salgado e José Gregorio Díaz Mirabal, eleito líder dos Povos Indígenas da Amazônia.

O atual ritmo de desmatamento na Amazônia, em conjunto com os incêndios florestais devastadores do ano passado, levaram a maior floresta tropical do mundo a atingir um ponto crítico

"Nossa mensagem aos líderes políticos é a de que não há tempo a perder", disse Carlos Nobre, co-presidente do Painel Científico para a Amazônia. “O atual modelo de desenvolvimento está incentivando o desmatamento e a perda de biodiversidade, levando a mudanças devastadoras e irreversíveis. Para que a Amazônia possa sobreviver, precisamos mostrar como este modelo pode ser transformado, de modo a gerar benefícios econômicos e ambientais resultantes de colaborações entre cientistas, detentores de conhecimentos indígenas e suas lideranças, e governos.”