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Tumultos são contraproducentes? Quem decide?

A violência durante protestos costuma ser responsabilizada por produzir uma reação política, mas o quadro real é mais complexo.

Imagem de pessoas ateando fogo durante um protesto.
Flickr/Sergio. CC BY-NC-SA 2.0.
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Quando alguns dos protestos recentes do Black Lives Matter contra o assassinato de George Floyd terminaram em tumultos, a reação foi imediata e previsível: diferentes visões do legado de Martin Luther King foram disputadas, interpretações rivais do Movimento dos Direitos Civis foram implantadas e lições contrastantes foram identificadas.

Não pode haver uma interpretação única da turbulenta década de 1960, mas podemos aprender muito com os trabalhos históricos sobre esse período. Em particular, a análise recente de Omar Wasow das táticas do Movimento dos Direitos Civis apresenta um argumento provocativo de que o protesto "não violento" ajudou a moldar uma conversa nacional que elevou o perfil da agenda dos direitos civis e levou a ganhos eleitorais para os democratas em início dos anos 1960.

Em contraste, ele argumenta, tumultos nas cidades dos EUA após o assassinato de Martin Luther King empurraram os americanos brancos para a retórica da 'lei e ordem', levando eleitores brancos em direção ao Partido Republicano e ajudando Richard Nixon a vencer as eleições presidenciais de 1968 pouco depois.