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Zika: quando vão aprender a lição?

Comparemos os milhares de bebés afetados nas Américas com a falta de opções para aqueles que ouvem que às mulheres do norte lhes é recomendado não viajar para lá. Español English

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Aedes aegypti. Flickr. Some rights reserved.

O Zika tem estado constantemente nos meus pensamentos. Falei com um amigo na Venezuela recentemente. Este é um terrível exemplo do início de conflitos sociais e económicos despoletados por motivos políticos. A sua vida diária resume-se a filas para obter produtos básico tais como papel higiénico; não há tylenol disponível para nada. Um grande aumento em casos de malaria já se produziu no ano passado!

Adicionemos o Zika. No seu bairro, ha aproximadamente doze casos ativos de Zika (clinicamente falando, uma vez que não há diagnósticos), estando duas das afetadas grávidas. E adicionemos também a síndrome de Guillain-Barré, para o qual as autoridades não dispõem de nenhum tratamento, mais além de cuidados sanitários quando os mesmos se encontram disponíveis. Esta situação não foi denunciada perante a Organização Mundial da Saúde. Os milhares de bebes afetados nas Américas contrastam com a falta de opções apara aqueles que ouvem dizer que se lhes está a recomendar as mulheres grávidas do Norte não viajar ao seu país. Isto está a suceder em todo o continente americano, ali onde o mosquito Aedes está presente. Pese a que o primeiro caso documentado de transmissão por via sexual através deste vírus foi publicado há 5 anos, agora, nova documentação originada no Texas no contexto duma importante epidemia coloca novas preguntas. Supõe a transmissão sexual uma forma importante de propagação da infecção?