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‘Advogada no Congo e faxineira no Brasil’

Nove mulheres revelam os motivos que as levaram até o Brasil e quais foram suas experiências no país. Nem todas as histórias de migração são iguais.

‘Advogada no Congo e faxineira no Brasil’
Graffiti in São Paulo, Brazil | duncan c/Flickr. Creative Commons (by-nc)
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Nós crescemos aprendendo que família e maternidade é o que faz uma mulher no mundo. Maternidade no Congo é algo sagrado. Uma mulher que não quer ter filhos é como uma árvore que não produz frutos. Isso é algo que fica na sua cabeça. Por causa disso, em algumas famílias, você sofre preconceito por não ser capaz, ou não querer, ter filhos.

Eu sofri esse preconceito porque eu estudava, e quem está estudando não tem tempo para ter filhos. Aqueles que estudam precisam focar nos estudos. Toda a família me deu suporte para terminar os meus estudos, mas eles sempre diziam: “O que ela está pensando? A onde ela acha que vai com esse diploma?”. Mas, para mim, o diploma era meu direito, uma realização, só que o preconceito é muito grande – uma mulher precisa se casar e se tornar mãe.

Então, eu me tornei mãe, e para ser honesta, a maternidade me mudou muito. Minha visão sobre isso mudou. Maternidade inicia a família, é de onde nós viemos. É por isso que famílias e sociedades existem. Mas, não quer dizer que deve ser como eles dizem também.