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A performance é apenas o começo: um estuprador no seu caminho

“Um estuprador no seu caminho” tomou as ruas do mundo. Criou um espaço barulhento de denúncia por violência de gênero. E, no meio da greve nacional na Colômbia, serviu para unir movimentos feministas anteriormente fragmentados

A performance é apenas o começo: um estuprador no seu caminho
Mulheres em Istambul, Turquia, participando da performance 'Um estuprador no seu caminho'. - PA Images: Todos os direitos reservados
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Dezenas de mulheres movem as pernas e os braços em um único ritmo. Cotovelos parados, punhos subindo e descendo. Braços que se alternam. Joelhos que acompanham o ritmo. Uma venda nos olhos. A imagem foi repetida dezenas de vezes nas últimas semanas no Chile, na França, na Espanha, na Índia e na Colômbia.

De Bogotá a San José del Guaviare. O canto acompanha todos os movimentos: "E a culpa não foi minha, nem onde eu estava, nem como me vestia." A performance virou um emblema. 

“Um estuprador no seu caminho” foi criado por quatro chilenas de Valparaíso que compõem o coletivo LASTESIS. Há um ano e meio, a LASTESIS busca encenar teorias feministas através de outras linguagens. Essa performance, em particular, é o resultado de uma investigação que elas fizeram sobre estupros no Chile, em que descobriram que apenas 8% dos julgamentos de estupro terminam em condenação.