“As pessoas já vivem em um mundo ‘pós-Roe’. O fato do aborto ser legal não significa que seja acessível”, diz Aurelie Colón Larrauri, ativista do Latina Institute na Flórida que trabalha com comunidades latinas para ampliar o acesso à saúde reprodutiva.
A Suprema Corte dos EUA parece pronta para derrubar Roe v. Wade, a decisão histórica de 1973 que concedeu direitos ao aborto até a 24ª semana. Mas ativistas pró-escolha na Flórida, Texas e Porto Rico dizem que comunidades latinas e negras marginalizadas já enfrentam barreiras para acessar os serviços de interrupção da gravidez – o que se agravará ainda mais. "É horrível pensar no que acontecerá se Roe for derrubado", diz Mayte Canino, do grupo de direitos sexuais e reprodutivos Planned Parenthood no sul, leste e norte da Flórida.
De acordo com uma minuta vazada este mês, a maioria conservadora da Suprema Corte pretende reverter o precedente estabelecido através de Roe. A decisão final deve ser anunciada em junho.