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Betikre Metuktire: tecnologias para defender a Amazônia do agronegócio

Indígenas da aldeia Kapot se organizam para defender suas terras diante do avanço de pastagens de soja, milho e gado

Betikre Metuktire: tecnologias para defender a Amazônia do agronegócio
​​Izquierda: Betikre Tapayuna Metuktire, recostado sobre su territorio, en el centro de su aldea Kapoto, localizada en la Tierra Indígena Xingú. Derecha: Vista Aera de la aldea Kapoto con su forma circular característica, la casa de reuniones al centro y las casas familiares al rededor. Betikre es uno de los defensores del territorio Indígena Xingú, área demarcada pero aún así amenazada por la expansión de las actividades agronidustriales que se expanden a su alrededor. | Foto-composición: Pablo Albarenga.
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“Fazenda Deni”, proprietário: Edilson Pereira Duarte. “Fazenda Mato Grosso”, proprietário: Vanderlei Martins de Oliveira. Impressos em chapa de metal sobre a bandeira brasileira, as duas placas pregadas em árvores de ambos os lados da trilha que leva à aldeia Kapot, na Terra Indígena Capoto, em Jarina, no norte do Mato Grosso, marcam os limites das duas fazendas.

Com este alerta, os proprietários passam uma mensagem clara: esta rica terra na Amazônia brasileira é propriedade privada e seus proprietários irão dispor dela como bem entenderem. Assim, eles poderiam muito desmatá-la para aumentar as já gigantescas plantações de soja ou milho que avançam desenfreada na floresta tropical.

Árvores no chão
Árboles derribados por los estancieros en una de las estancias más próximas al límite con la aldea Kapot. | Foto: Pablo Albarenga.

No estado do Mato Grosso, a soja se estende por cerca de 9,8 milhões de hectares plantados e o milho por cerca de 5,1 milhões, área que equivale a metade do tamanho da Bélgica, segundo dados de 2021. Essas plantações, juntas com pastagens para gado, já circundam ameaçadoramente este e outros territórios indígenas da Amazônia brasileira, em um fenômeno conhecido como “expansão da fronteira agrícola”.