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#BLM para além dos EUA: lutas anti-racistas na América Latina

Um ano após o assassinato de George Floyd, o racismo sistêmico que permeia toda a América Latina começa a ser reconhecido.

Manifestante gesticula com o braço
Evento do Black Lives Matter em Niterói para protestar contra o racismo no Brasil
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Durante o ano que passou desde o assassinato de George Floyd pela polícia de Minneapolis, o movimento Black Lives Matter (BLM) deu a volta ao mundo. Em país após país, milhares de pessoas reagiram à opressão e saíram às ruas para exigir o fim do racismo sistêmico. Um ano depois, esses movimentos por justiça ainda estão ativos.

Algo sobre a morte cruel e gratuita de George Floyd, amplamente documentada e compartilhada nas redes sociais, teve um eco imediato. O que a princípio poderia ser mais um em uma longa e rotineira série de assassinatos de pessoas negras pela polícia dos Estados Unidos teve consequências inesperadas que reverberaram além das fronteiras.

As pessoas não apenas se mobilizaram em solidariedade, mas também foram incentivadas a compartilhar suas próprias experiências de racismo em seus próprios países. Muitos se mobilizaram por George Floyd, mas também por muitas outras pessoas que viveram vidas anônimas e morreram de forma igualmente anônima. Elas disseram seus nomes, tornaram o invisível visível e exigiram reconhecimento e reparação. Reivindicaram uma vida diferente para si próprios e para muitos outros cujas vidas deveriam ser importantes.