“Esta democracia não é mais uma democracia.” O lema de um movimento social histórico que está se desenvolvendo no Peru não é exagero. Em dezembro, o presidente Pedro Castillo tentou um golpe de Estado ao dissolver o Congresso e, como resultado, foi deposto. Nas nove semanas desde então, a agitação social já deixou cerca de 60 mortos em confrontos com forças de segurança.
O curto mandato da atual presidente, Dina Boluarte — que foi vice-presidente de Castillo — desencadeou uma espiral de repressão policial, criminalização do protesto e ataque à verdade pública, acelerando o lento colapso da democracia peruana.
Não está claro como a crise terminará. Mas podemos ter certeza de que a próxima tentativa de governo também fracassará, a menos que resolva erros que remontam a séculos.