Garrafas e pacotes de plástico flutuam pelas águas lamacentas do Ramos, um rio que abastece o município de Allende, no norte do estado de Nuevo León, no México.
Maribel e Norma García, Flor Rocha, María Luisa Reyes e María Adriana Rodríguez lembram quando a água costumava ser abundante, transparente e limpa. Agora, diz Flor, parece um atole — uma bebida espessa, ligeiramente leitosa, à base de milho.
"Com o passar do tempo, há cada vez menos água", diz Maribel, moradora de La Palangana, uma pequena comunidade margeada pelo rio. "Ela foi desviada para outras terras".