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De Hong Kong a Beirute, de Quito a Santiago e Barcelona, a frustração se espalha pelo mundo

A frustração cresce em toda parte e muitas vezes explode em violência urbana. As razões são diversas, mas há algo no sistema que está quebrado e é urgente repará-lo. Español, English

De Hong Kong a Beirute, de Quito a Santiago e Barcelona, a frustração se espalha pelo mundo
Grafite no centro de Quito, Equador, durante os protestos de outubro de 2019. - Foto: Francesc Badia. Todos os direitos reservados.
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Localizada na latitude 0º, na divisão dos dois hemisférios, com seus 2.850 metros acima do nível do mar, Quito, no Equador, é a segunda capital mais alta do mundo, depois de La Paz, com 3.640 m. Desta considerável torre de vigilância andina é possível observar o mundo convulsivo em que vivemos com certa distância e perspectiva.

Também aqui em Quito, outdoors anunciam a estréia do hit americano do momento, o filme Joker, traduzido como Coringa no Brasil e El Guasón no Equador. O filme representa muitas coisas e tem muitas camadas, mas é uma metáfora apropriada para a ascensão dos marginalizados, para a vingança da vítima contra um sistema cruel, cínico e abusivo dos mais fracos. A vítima se rebela, desperta o oprimido e abre a porta da libertação.

Enquanto isso, após a ressaca dos 6 meses violentos dos “gilets jaunes” (coletes amarelos) em Paris, protestos e duros confrontos com a polícia em importantes cidades dos quatro continentes estão vivos na retina da opinião pública mundial.