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Precisamos desafiar o distanciamento social

A separação está no cerne do capitalismo. Como podemos superá-la e permanecer seguros?

Pessoas fazem fila fora do supermercado K. Sainsbury's North London enquanto praticam o distanciamento social em março de 202
Distanciamento social na fila do supermercado J. Sainsbury's norte de Londres em meio à pandemia de coronavírus 30 de março de 2020
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Eu não estava presente quando minha avó morreu, a 9 mil quilômetros de distância, no México. Ela já estava sendo cremada quando me contaram sobre seu falecimento. Meu avô havia morrido dois anos antes, mas quando ele nos deixou, todos os seus entes queridos estavam ao seu lado em um adeus íntimo. Isso fez toda a diferença – para nós certamente e acredito que para ele também. A distância importa, e não apenas em uma pandemia, quando estamos separados de muitos daqueles que amamos.

É verdade que o distanciamento social, a separação física e a desconexão emocional estão todos interligados nestes tempos estranhos e difíceis, mas a distância é algo constante na minha vida e na vida de tantas outras pessoas há séculos. Isso se dá porque, dentro do sistema capitalista, estamos sistematicamente separados uns dos outros em todas as esferas da vida e não apenas socialmente distanciados para preservar a saúde das pessoas.

Nós nos distanciamos da violência para não termos que vê-la. Desmerecemos a distância que os escravos tiveram que percorrer para chegar às Américas, bem como as distantes histórias de exploração que foram tecidas pelo colonialismo e ainda estão sendo tecidas pelas cadeias de abastecimento de hoje.