Em 21 de novembro, o Estado colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN) retomaram os diálogos em Caracas, na Venezuela. Este evento é uma boa notícia para o país.
Os diálogos oferecem uma oportunidade de retomar a implementação da paz e segurança, recuperando o tempo perdido no governo de Iván Duque (2018-2022). O ex-presidente não priorizou o acordo de paz com as FARC assinado em 2016, permitindo que as organizações armadas não estatais se fragmentassem e se rearmassem, agudizando as disputas e aumentando o impacto humanitário. Por sua vez, o recém-empossado governo de Gustavo Petro mostra consistência em sua promessa de promover esforços de paz amplos frente a um dos múltiplos atores armados que persistem na Colômbia.
O que aconteceu em Caracas é o reinício dos diálogos que começaram em Quito, em fevereiro de 2017, durante o governo de Juan Manuel Santos. As conversas foram suspensas em 2019 pelo governo Duque, quando o ELN cometeu um atentado terrorista contra uma escola de treinamento policial em Bogotá.