A eleição de Gustavo Petro e sua vice, Francia Márquez, em junho, representa um terremoto político para a Colômbia. Independentemente do que venha a acontecer durante o governo Petro, que toma posse em 7 de agosto, mudanças importantes já ocorreram no país.
Primeiramente, a Colômbia elegeu, com o menor índice de abstenção em 24 anos, um presidente que combina ideias de esquerda e liberalismo radical do século 20 sobre a necessidade de reforma rural, justiça social e desigualdade, além de pautas progressistas do 21 século ligadas aos debates globais sobre transição energética, mudanças climáticas e regulamentação de drogas ilícitas.
A Colômbia também elegeu pela primeira vez uma mulher negra, que, embora seja nova no cenário político tradicional, traz consigo uma renomada carreira como ativista ambiental e encarna o sonho da Constituição de 1991, que prevê a Colômbia como um país multiétnico e multicultural.