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O compromisso de Gustavo Petro com a paz total

Com o novo governo, a Colômbia tem a oportunidade de sair de seu eterno impasse entre paz e guerra

Indígenas caminham atrás caixão
Comunidades indígenas atendem ao funeral do líder da Guarda Indígena CRIC, assassinado por dissidentes guerrilheiros das FARC em janeiro de 2022, no departamento de Cauca, na Colômbia
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A eleição de Gustavo Petro e sua vice, Francia Márquez, em junho, representa um terremoto político para a Colômbia. Independentemente do que venha a acontecer durante o governo Petro, que toma posse em 7 de agosto, mudanças importantes já ocorreram no país.

Primeiramente, a Colômbia elegeu, com o menor índice de abstenção em 24 anos, um presidente que combina ideias de esquerda e liberalismo radical do século 20 sobre a necessidade de reforma rural, justiça social e desigualdade, além de pautas progressistas do 21 século ligadas aos debates globais sobre transição energética, mudanças climáticas e regulamentação de drogas ilícitas.

A Colômbia também elegeu pela primeira vez uma mulher negra, que, embora seja nova no cenário político tradicional, traz consigo uma renomada carreira como ativista ambiental e encarna o sonho da Constituição de 1991, que prevê a Colômbia como um país multiétnico e multicultural.