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As identidades trans e gênero não-conformista são novas 'tendências'?

Não. E suas histórias são libertadoras para todos, dizem acadêmicos que pesquisam a resistência às normas de gênero

Três participantes posam com cartazes exigindo direitos trans
Terceira edição do London Trans Pride - Zefrog/Alamy Stock Photo. Illustration: Inge Snip/openDemocracy
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“Há uma percepção hoje de que ser trans é uma 'tendência', associada a jovens que estão crescendo e reivindicando essa identidade”, afirma Jesse Bayker, historiador de gênero e sexualidade da Rutgers University, em New Jersey, nos Estados Unidos. Ele diz que essa atitude é “usada para marginalizar” pessoas trans e gênero não-conformistas.

A pesquisa de Bayker explora as histórias de transgêneros dos séculos 19 e 20 nos Estados Unidos. Ele é um dos vários acadêmicos com quem conversei que elaborou uma longa história de pessoas e subculturas de gênero não-conformista ao redor do mundo – e que explicou por que entender essa história é crucial para as sociedades inclusivas hoje.

Resumindo: as identidades trans e gênero não-conformista não são novas. Essa percepção abala as noções de que as sociedades ocidentais estão na vanguarda do progressismo e pode oferecer às pessoas LGBTIQ um senso crítico de comunidade – mas também pode ser libertador para todos, pois é uma história de resistência às normas de gênero.