“Vimos que eles estavam chegando e sabíamos o que fariam”, disse o líder indígena Manari Ushigua, ao se lembrar do pesadelo em que sua comunidade se defendia de forasteiros que chegavam à floresta em busca de petróleo.
Curandeiro tradicional e líder político dos Sápara, na Amazônia equatoriana, Manari contou que outros membros de sua comunidade tiveram o mesmo sonho. E o que eles viram, mais tarde, se tornaria realidade.
Em novembro de 2011, o Ministério de Energia e Recursos Não Renováveis do Equador apresentou um novo cadastro de terras, detalhando o interesse de petrolíferas em 21 campos na Amazônia equatoriana que cobria uma área de 3,6 milhões de hectares. Os campos foram incluídos no ano seguinte no leilão da Décima Primeira Rodada Petrolífera, uma série de licitações lançadas pelo governo.