A crise climática e a migração são duas das questões mais críticas – e controversas – da era atual. Elas também estão inelutavelmente relacionadas e, se quisermos abordar ambos, devemos fazer mais do que mitigar os impactos negativos das mudanças climáticas. Precisamos colocar as pessoas no centro de nossas estratégias e garantir que seus direitos humanos sejam protegidos à medida que o mundo muda ao seu redor.
O Fórum Internacional de Revisão da Migração (IMRF, na sigla em inglês), que acontece esta semana nas Nações Unidas em Nova York, é uma importante oportunidade para transmitir esta mensagem. Ativistas devem usar o espaço para promover uma narrativa forte e positiva sobre a migração global e convencer os delegados da necessidade de uma agenda articulada para lidar com a crise climática.
Mudanças climáticas: motor de migração
O Pacto Global para Migração (GCM), objeto do IMRF, foi assinado em 2018. Apenas quatro anos depois, especialistas em clima, incluindo os da ONU, anunciaram a aceleração do aquecimento global além das previsões anteriores. Ativistas estão pedindo aos países que ajam com ousadia para mitigar os efeitos dessas mudanças e se adaptem estrategicamente onde as perdas ainda não se tornaram permanentes.