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América Central já sente as consequências das mudanças climáticas

Em 2020, os furacões Eta e Iota destruíram mais de 200 mil hectares de alimentos e safras comerciais no Triângulo Norte

América Central já sente as consequências das mudanças climáticas
Furacão Eta em Tela, Honduras, em novembro de 2020 | Jorge Cabrera/REUTERS / Alamy Stock Photo
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Em abril de 2016, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) em que o Acordo de Paris foi adotado, 175 países se comprometeram a reduzir suas emissões de CO2 e fazer parte de uma transição para uma economia de baixo carbono lutando para fazer frente às mudanças climáticas. Outros 20 países se uniram ao grupo desde então.

Mas cinco anos depois, o cenário não é nada promissor. Em seu último relatório, publicado na segunda-feira, 9 de agosto, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU, advertiu que a demora em reduzir as emissões de combustíveis fósseis tornou impossível evitar um aumento da temperatura global nos próximos 30 anos. A temida catástrofe está aqui.

À luz dessas informações alarmantes, analisamos o caso das populações da América Central, que já viram como o aquecimento global está se somando aos múltiplos fatores que as empurram para uma migração muitas vezes desesperada.