Dezenas de grupos feministas na Nicarágua que fornecem apoio crucial a mulheres vulneráveis foram rotulados de “agentes estrangeiros” e banidos pelo governo, o que significa que não podem mais operar.
Serviços de saúde reprodutiva, abrigos para sobreviventes de violência de gênero e programas que oferecem empréstimos e treinamento para mulheres camponesas – para citar apenas algumas atividades realizadas por grupos feministas – estão desaparecendo como resultado da proibição do governo, dizem ativistas.
“Se trata sobre uma ilusão de ter o controle absoluto”, diz María Teresa Blandón, socióloga e feminista que coordena um dos grupos afetados, La Corriente. As autoridades “sabem que as organizações feministas pregam o pensamento crítico, defesa dos direitos humanos e valores democráticos”, afirmou ao openDemocracy.