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Conheça as nicaraguenses que lutam pela democracia da prisão

Apesar da ‘farsa’ das recentes eleições na Nicarágua, mulheres presas por desafiar o regime de Ortega oferecem esperança de resistência

Retrato das dez mulheres lado a lado
Acima, da esquerda para a direita: Karla Escobar, Julia Hernández, María Oviedo, Esperanza Sánchez e Ana Margarita Vijil. Abaixo, da esquerda para a direita: Suyen Barahona, Violeta Granera, Cristiana Chamorro, Dora María Téllez e Tamara Dávila
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Quando a política e advogada feminista Ana Margarita Vijil soube, em 12 de junho, que seria presa, ela gravou um vídeo com uma mensagem final: “Aqui ninguém desiste. Daniel Ortega vai sair do poder”. Poucos minutos depois, a polícia chegou em sua casa, onde primeiro a espancou antes de prendê-la.

A Nicarágua, meu país natal, realizou eleições em 7 de novembro. Mas todos já sabíamos quem ganharia. O presidente Daniel Ortega, no governo desde 2007, garantirá outro mandato após meses de repressão, censura e prisão para tirar a oposição do caminho.

A partir de maio, o governo deteve sete candidatos presidenciais e pelo menos uma dúzia de ativistas, incluindo dez mulheres proeminentes.