Quando a política e advogada feminista Ana Margarita Vijil soube, em 12 de junho, que seria presa, ela gravou um vídeo com uma mensagem final: “Aqui ninguém desiste. Daniel Ortega vai sair do poder”. Poucos minutos depois, a polícia chegou em sua casa, onde primeiro a espancou antes de prendê-la.
A Nicarágua, meu país natal, realizou eleições em 7 de novembro. Mas todos já sabíamos quem ganharia. O presidente Daniel Ortega, no governo desde 2007, garantirá outro mandato após meses de repressão, censura e prisão para tirar a oposição do caminho.
A partir de maio, o governo deteve sete candidatos presidenciais e pelo menos uma dúzia de ativistas, incluindo dez mulheres proeminentes.