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O cuidado coletivo no financiamento de direitos humanos: uma aposta política

Para apoiar ativistas e grupos que financiamos, os financiadores devem comprometer-se a uma discussão franca sobre a nossa própria exaustão e sobre ética. Essa é uma contribuição para o debate do openGlobalRights sobre direitos humanos, saúde mental e bem-estar (human rights, mental health and wel

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Qual é a responsabilidade dos financiadores frente a práticas de cuidado de ativistas que estão na linha de frente? Como o nosso próprio bem-estar afeta àquele de quem financiamos? Como uma organização da resposta rápida pelos direitos das mulheres, nos reunimos diariamente para discutir novos pedidos de financiamento, que em muitos casos incluem situações de violência sexual. Nós nos revezamos para analisar e debater se cada pedido "se encaixa em nosso mandato." É uma habilidade que se adquire ao longo do tempo, uma habilidade complexa com a qual nos sentimos diligentes e eficazes, mas ao mesmo tempo extremamente responsáveis. Traumas podem vir à tona toda vez que lidamos, por exemplo, com casos em que uma ativista mulher esteja pondo sua vida em risco, ou com uma situação urgente que ameaça, incessantemente, a comunidade LGBTI.

Como mulheres, muitas vezes nós compartilhamos histórias, experiências e traumas semelhantes aos dos ativistas que apoiamos. 

Como mulheres, muitas vezes nós compartilhamos histórias, experiências e traumas semelhantes aos dos ativistas que apoiamos. No entanto, nós aprendemos que a nossa própria cura é crucial para apoiar que enfrenta situações semelhantes. É a única maneira de garantir a possibilidade de uma transformação coletiva.