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Oportunidades e desafios da cooperação China-América Latina na crise pandêmica

As relações com a China podem aumentar a resiliência e capacidade da América Latina nos diversos setores afetados pela crise.

Oportunidades e desafios da cooperação China-América Latina na crise pandêmica
Oleg Elkov/Alamy Stock Photo
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A região da América Latina e Caribe (ALC) tem um histórico de desafios estruturais para o desenvolvimento de forma geral. Mais recentemente, essa realidade foi intensificada pelas crises decorrentes da pandemia de Covid-19, com transbordamentos para além da saúde e questões. Nesse contexto, é oportuno ressaltar o potencial das oportunidades de recuperação advindas das relações com a China, principalmente dentro do escopo da Iniciativa do Cinturão e Rota (Belt and Road Initiative, BRI), no sentido de aumentar a resiliência e capacidade da América Latina nos diversos setores afetados pela crise, reforçar cadeias de valor regionais existentes e atrair Investimento Estrangeiro Direto.

Embora a China tenha aprofundado há tempos os laços com muitos países da América Latina, é relativamente recente a participação efetiva da Iniciativa do Cinturão e Rota na região. Muitos países da região assinaram acordos para se beneficiarem da Iniciativa do Cinturão e Rota, à medida que o nível de comércio entre a América Latina e a China continua aumentando. Além disso, nações que não são formalmente participantes da iniciativa – incluindo Argentina, Brasil, Colômbia e México – também foram beneficiárias de investimentos chineses significativos. A Iniciativa do Cinturão e Rota, portanto, não representa uma nova política, mas sim a atualização – ou concentração das atividades em um discurso político único – de iniciativas já existentes da China no que tange ao comércio, investimentos, infraestrutura e outros.

Entre os diversos projetos da Iniciativa do Cinturão e Rota encontra-se a Rota da Seda da Saúde (Health Silk Road, HSR), que apesar de ter chamado a atenção durante a crise de Covid-19, não é nova. Xi Jinping usou o termo pela primeira vez durante uma visita a Genebra, em janeiro de 2017, onde assinou um memorando de entendimento com a Organização Mundial da Saúde (OMS) comprometendo-se com a construção de uma "Rota da Seda da Saúde", que teria como objetivo adotar estratégias para a evolução da saúde pública nos países em torno da Iniciativa do Cinturão e Rota.