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A paixão no populismo

Para combater o populismo de direita, a esquerda deve adotar políticas emocionais - e lidar com os riscos envolvidos. English Español

A paixão no populismo
Flickr/Matt Brown. CC BY 2.0. Alguns direitos reservados.
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Até alguns anos atrás, a democracia deliberativa e a proteção da esfera pública eram as questões centrais do debate político. Agora é a vez da emoção e da política pós-verdade, e não é de admirar: de que outra maneira explicar por que as classes trabalhadoras descontentes dos EUA votaram em um bilionário que está enriquecendo os ricos ainda mais em 2016 ou por que a campanha Leave no Reino Unido conquistou vários daqueles que serão mais atingidos pelas consequências do Brexit.

No entanto, faz sentido as pessoas estarem simplesmente respondendo aos seus sentimentos e seguindo seu instinto? De maneira mais ampla, ainda existe uma divisão entre razão e emoção na política?

Os avanços na neurociência confirmam que o pensamento e o sentimento estão intimamente interconectados. Se no passado da política nem tudo podia ser atribuído à razão, é igualmente verdade que nem tudo agora pode ser atribuído à emoção. No entanto, as sociedades online que transformam a informação em arma estão remodelando a política democrática de uma forma muita profunda. Hoje, as emoções voltaram e são frequentemente consideradas o cerne da atual onda populista.