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Paris: encaixando os fragmentos

Os atentados que tiveram lugar no dia 13 de Novembro revelam a ameaça que representa o Daesh, escreve David Hayes desde Londres. Esta realidade implica que uma resposta coerente é vital. English. Español.

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Jean Jullien: simbolo 'Peace for Paris'

“O homem com a bomba passará sempre”. Durante a depressão dos anos 30, uma frase usada pelo político conservador britânico Stanley Baldwin veio representar o sentimento de pessimismo da democracia europeia perante a possibilidade de una nova guerra. Hoje, depois do último massacre de inocentes em Paris às mãos de uma célula jihadista, é difícil para muitos cidadãos franceses e para os seus vizinhos escapar ao mesmo sentimento de pessimismo e fatalismo.

Tão desiguais eram os bandos naquela jovial noite, tao “fácil” atacar os alvos em restaurantes e discotecas onde os jovens Parisienses se juntam, e infinitas as oportunidades dadas pelas sociedades abertas àqueles com intenções de matar sem discriminação ou razão: não é de estranhar que as expressões de solidariedade e compaixão que se seguiram aos eventos do 13 de novembro fossem ensombrecidas por “um medo em relação ao futuro”, semelhante àquele descrito por Baldiwn em 1932.