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Pesca de lula cresce frente à vácuo regulatório na América do Sul

Falta de regulamentação abre brecha para captura predatória de molusco que serve à alimentação humana como e também marinha

Lulas frescas à venda no mercado de peixes Chorrillos em Lima, Peru
Lulas frescas à venda no mercado de peixes Chorrillos em Lima, Peru
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No Peru, ela é conhecida como pota. No Chile, jibia e, no México, “diabo vermelho”, por sua cor avermelhada ao ser capturada. Em geral, é lula-de-humboldt. Independentemente do nome, a Dosidicus gigas é a espécie de lula mais pescada no mundo.

A pesca industrial tem buscado esse molusco cada vez mais em alto-mar — ou seja, fora das zonas econômicas exclusivas dos países. O leste do Oceano Pacífico, próximo à América do Sul, concentra o maior número de embarcações de pesca de lula no mundo.

Trata-se de uma tendência em águas internacionais, onde essa pesca se aproveita de um vácuo regulatório. Mas especialistas alertam para o caráter predatório da atividade e seus possíveis impactos no ecossistema marinho.