As commodities brasileiras continuarão a ter grande apetite na China apesar dos desafios de garantir a sustentabilidade das cadeias produtivas da carne e da soja. É o que defende Larissa Wachholz, chefe do Núcleo China do Ministério da Agricultura, que argumenta que a “prioridade absoluta” do país asiático é garantir sua segurança alimentar.
Em trechos de entrevista ao Diálogo Chino, Wachholz diz que a China é exigente em termos sanitários, mas que não deve impor cláusulas de sustentabilidade, como a de rastreabilidade da carne produzida na Amazônia, uma vez que elas dificultariam o acesso do país a itens “absolutamente necessários” à sua população.
A China impulsionou recordes do agronegócio brasileiro em 2020, e, para Wachholz, o lançamento do 14º Plano Quinquenal da China traz novas oportunidades de cooperação.