Ativistas, defensores de direitos humanos, políticos e organizações em todo o mundo continuam chocados com a notícia do assassinato de Marielle Franco, uma das primeiras mulheres negras, pobres, ativistas LGBTI a ocupar um cargo público relevante no Brasil quando foi eleita vereadora no Rio de Janeiro. Aconteceu no dia 14 de março de 2018, data que ficará marcada no calendário da infâmia no Brasil.
A bala fatal veio de uma moto enquanto estava no seu carro e morreu instantaneamente, junto com seu motorista. Este crime chocou o mundo e, um ano depois, continua sem solução. Com o lento progresso da investigação, uma coisa ficou clara: o assassinato de Marielle foi um ato combinado, planejado e executado com precisão profissional. Ao que tudo indica, as balas usadas eram do tipo usado pela polícia, o que sugere que foi um crime político em que o Estado brasileiro poderia estar envolvido de alguma forma.
O legado de Marielle representa uma encruzilhada para ativistas e defensores dos direitos humanos que há anos em muitos países da região são sistematicamente silenciados por se oporem a interesses econômicos e políticos. A morte de Marielle ressalta a importância e a imensa dificuldade da luta de mulheres negras, de ativistas, de defensores de direitos que enfrentam situações diárias de risco, ameaças e violência de todos os tipos, cujos agressores continuam protegidos pela impunidade absoluta.