Carmen Díaz, nome fictício por questões de segurança, era uma das muitas venezuelanos que cruzaram a fronteira para trabalhar em outro país e poder enviar periodicamente dinheiro para suas famílias em Barquisimeto.
Ela conseguiu um emprego em uma loja de sapatos em Cúcuta, até que as autoridades colombianas decretaram a quarentena em resposta ao coronavírus. Diante da incerteza e da realidade de ter que gastar suas economias, ela decidiu voltar para a Venezuela com seu bebê. Pagando, ela pegou uma atalho até San Antonio del Táchira, onde fizeram um check-up médico e descartaram ter algum dos sintomas.
Comprou uma passagem de ônibus, com sobretaxa, para o estado de Lara, uma viagem que durou 17 horas devido à quantidade de pedágios, cinco a mais do que o normal. Em um posto de controle perto de Barquisimeto, os funcionários informaram que, por virem da fronteira, tinham que ir a um "centro de detenção" para realizar exames e ficar alguns dias em isolamento.