Entre 2015 e 2021, a Islândia discretamente conduziu um grande experimento econômico. Mais de 2,5 mil funcionários públicos – mais ou menos 1% de toda a população ativa do país – reduziram sua jornada de trabalho de 40 horas semanais para 35 ou 36 horas, sem perda de remuneração.
Experimentos de semanas de trabalho mais curtas não são novos: nos últimos anos, vários estudos de “semana de trabalho de quatro dias” foram conduzidos em todo o mundo – desde o teste da Microsoft no Japão até o experimento da Unilever na Nova Zelândia. Mas os dois da Islândia, que envolveram funcionários do governo nacional e da Câmara Municipal de Reykjavík, são incomparáveis em termos de escala e escopo. O progresso foi meticulosamente monitorado por pesquisadores, o que gerou uma quantidade incomparável de dados sobre o impacto de menos horas de trabalho. Em julho do ano passado, os principais resultados foram publicados em um relatório publicado conjuntamente pela Alda (Associação para a Democracia Sustentável) e Autonomy.
Apesar da variedade de locais de trabalho envolvidos, a redução do tempo de trabalho gerou uma série de benefícios em comum para os participantes: eles se sentiram mais saudáveis, tiveram mais tempo para se recuperar do trabalho e viram a atmosfera de seus locais de trabalho melhorar. Mesmo com apenas duas ou três horas cortadas na semana, as pessoas viram melhorias imediatas em sua vida familiar, seu relacionamento com seus colegas e seu próprio autocuidado. O experimento não apenas melhorou o bem-estar dos trabalhadores, mas também teve efeitos impressionantes, melhorando a produtividade “por hora” e a prestação de serviços.