“Você já viu o que acontece com um copo de vidro quando você bate nele com um martelo? Ele se quebra em pedaços minúsculos. Foi assim que me senti: despedaçado”, diz Daniel, explicando como um médico de um hospital próximo negou-lhe um aborto.
O ginecologista que se recusou a interromper a gravidez de Daniel – resultado de estupro coletivo – disse que ele era um "viado" que "provocou os bandidos".
Daniel (que está usando um pseudônimo, para que sua filha não seja capaz de identificá-lo, pois ele não seria capaz de explicá-la seu início de vida) é um dos muitos sobreviventes de violência sexual durante o conflito armado colombiano. Depois de ter o aborto recusado, Daniel transformou o esforço de fazer sua voz ser ouvida uma prioridade.