A Venezuela está passando por um colapso geral dos serviços públicos, o que aumenta o problema da hiperinflação, a precariedade dos salários e as condições de vida em geral. Esse contexto motiva protestos nas comunidades e setores afetados diariamente pela falta de água, gás, eletricidade ou gasolina, situação que ocorre na maioria das cidades do país.
A situação precária da população parece alcançar limites insustentáveis, e os protestos, mesmo sem a capacidade de articular demandas sociais ou políticas, tornam-se um mecanismo de sobrevivência mais do que uma ferramenta para exigir direitos.
A crise política e social que foi instalada no país teve vários picos de conflito em 2016 e 2017; no entanto, à medida que o governo conseguiu superar a pressão, os processos de fragmentação social se aprofundaram. As organizações que articulam sindicatos, guildas, associações de bairro/comunidade, estudantes, entre outros grupos, enfraqueceram tanto quanto as próprias condições de vida da população.