O sol ainda não havia despontado no horizonte quando Leonela Pérez, de 49 anos, acordou assustada e banhada em suor. Seu telefone mostrava que eram 5h e a temperatura 37°C. O ar condicionado não impedia que o calor atravessasse o telhado de zinco e tampouco permitia que a geladeira resfriasse os alimentos devidamente.
Os dias em Maracaibo, a segunda cidade mais populosa da Venezuela, começam baixo os efeitos de seu clima, categorizado como “extremo” pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Para os especialistas do IPCC, a Venezuela é um dos países menos preparados para enfrentar as mudanças climáticas, porque a crise "deve exacerbar muitos dos desafios que as cidades já enfrentam", como secas, inundações e ondas de calor extremas.