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Ataques a juízas e promotoras ameaçam o Estado de direito na Guatemala

Mulheres que tentam combater a corrupção política e a impunidade enfrentam perseguição de alto nível.

Mulheres com vestimenta tradicional
Grupo de mulheres Ixil em frente ao Palácio da Justiça durante um julgamento de genocídio na Cidade da Guatemala, Guatemala
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A campanha organizada pelas elites políticas e econômicas da Guatemala para minar as importantes conquistas alcançadas na luta contra a corrupção e a impunidade nas últimas décadas alcançou novos níveis.

Diversas mulheres que atuam no sistema de justiça desempenharam um papel essencial nesta luta, desafiando não apenas os interesses das elites, mas também as normas de gênero em uma sociedade patriarcal. Infelizmente, essas mulheres vêm sentindo as consequências através de assédio e perseguição severas, com grandes impactos pessoais.

A juíza Gloria Porras, advogada amplamente conhecida por seu compromisso com a luta contra a impunidade e a corrupção, é a vítima mais recente neste processo. Porras atuou como magistrada da Corte Constitucional entre 2010 e 2020, quando assumiu sua presidência. Em 13 de abril de 2021, o Congresso a impediu de ser empossada para um novo mandato de cinco anos como magistrada, com base em um falso argumento de erros no procedimento de nomeação.