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Autocracia em El Salvador?

Sob a presidência de Nayib Bukele, El Salvador enfrenta desafio histórico à democracia em tempos de pandemia. English Español

Autocracia em El Salvador?
Imagem de 25 de abril fornecida pela presidência de El Salvador, onde se observa parte da operação anti-crime realizada no Centro Penal de Izalco
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El Salvador, como vários outros países da América Central e do mundo, está em uma situação que beira a tragédia ao enfrentar uma pandemia sob as imensas falhas estruturais cimentadas por séculos de exploração ambiental e humana. Poucas alternativas restam quando há regimes ditatoriais, guerra civil e a abertura da democracia representativa partidária: ou participação democrática cidadã ou o retorno à ditadura.

A crise política salvadorenha antes da pandemia

El Salvador tem registros históricos importantes em termos da evolução para uma democracia relativamente nascente. Apenas em 1992, viu o fim de uma guerra civil de 12 anos, o espectro ideológico se abriu para a representação partidária em eleições livres e começou um duro capítulo de anistias sociais e criminais e liberalismo econômico, afetando a maioria da população através de processos de privatização, estabelecimento de grupos criminosos e redes de corrupção, tendo a migração forçada como a última expressão da busca pela sobrevivência e dignidade.

Tudo isso e muito mais aconteceu com partidos políticos representantes da guerra civil, que tiveram o Poder Executivo por 30 anos, incapazes de resolver os principais problemas estruturais do país: pobreza e desigualdade, degradação ambiental, violência e desrespeito aos direitos humanos, entre outros. Esse atrito, e outros fatores de incidência, geraram a alternância no poder com a vitória presidencial de Nayib Bukele, em junho de 2019.