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Por que a justiça climática deve ir além das fronteiras

Império, escravização e trabalho forçado são a base do apartheid global que determina quem pode viver onde e sob quais condições

Motoqueiro dirigindo em cidade alagada
1 bilhão de pessoas podem ser deslocadas pela crise climática até 2050
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“Não estamos nos afogando, estamos lutando” tornou-se o apelo dos Guerreiros do Clima do Pacífico. De reuniões climáticas da ONU a bloqueios de portos de carvão australianos, esses jovens defensores indígenas de 20 eEstados insulares do Pacífico estão levando sua realidade diária do aquecimento global ao mundo. Rejeitando a narrativa de vitimização (“você não precisa da minha dor ou lágrimas para saber que estamos em crise”, como a samoana Brianna Fruean coloca), esses ativistas estão desafiando a indústria de combustíveis fósseis e gigantes coloniais como a Austrália, responsáveis ​​pelas maiores emissões de carbono per capita do mundo.

Em todo o mundo, os desastres climáticos deslocam cerca de 25,3 milhões de pessoas anualmente – uma pessoa a cada um ou dois segundos. Em 2016, os novos deslocamentos causados ​​por desastres climáticos superaram os novos deslocamentos causados por perseguição na proporção de três para um. Em 2050, estima-se que 143 milhões de pessoas sejam deslocadas em apenas três regiões: África, Sul da Ásia e América Latina. Algumas projeções para o deslocamento climático global chegam a 1 bilhão de pessoas.

Mapear quem é mais vulnerável ao deslocamento revela as linhas divisórias entre ricos e pobres, entre o Norte e o Sul Global, e entre brancos e as demais raças e etnias.