A emergência climática ocupa cada vez mais os debates políticos e manchetes. Ocupa e preocupa, porque as previsões a curto prazo são catastróficas, e até apocalípticas em alguns casos para muitas espécies vivas, incluindo a nossa. Tanto é assim que vem surgindo movimentos militantes, como a Extinction Rebellion e a campanha de Greta Thunberg. Movimentos que há apenas cinco anos muitos considerariam exagerados e alarmistas, mas que hoje lhes dão credibilidade.
A preocupação com o clima começa nos anos 60 e depois se intensifica com preocupações em torno da energia nuclear ou o perigo de extinção de alguns mamíferos grandes. Porém, não é até a primeira "Cúpula da Terra" no Rio de Janeiro em 1992 que o assunto adquire um caráter internacional e multilateral com a famosa Agenda 21, que mais tarde foi substituída pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e agora pelos ODS.
27 anos depois, quando o Brasil tinha que recuperar a proeminência e voltar a sediar uma Cúpula do Clima no Rio, a vitória do ultradireitista e conhecido negador da mudança climática Jair Bolsonaro truncou os planos e o país renunciou a uma liderança que havia sustentado todo esse tempo.