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A Covid-19 na fronteira Brasil–Venezuela: o bom, o mau e o feio

Uma situação já difícil para os refugiados em termos de integração e saúde pode se transformar em uma tragédia humanitária explosiva.

A Covid-19 na fronteira Brasil–Venezuela: o bom, o mau e o feio
Refugiados venezuelanos em Boa Vista, Brasil
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Desde 2015, meio milhão de venezuelanos cruzaram a fronteira com o Brasil, ou seja, aproximadamente 10% do total estimado de venezuelanos deslocados ao redor do mundo, seja para se estabelecer no país (mais de 250.000) ou em trânsito para outros países.

A maioria cruzou a fronteira entre os dois países através das cidades de Santa Elena de Uairén (Venezuela) e Pacaraima (Brasil), chegando no estado brasileiro menos populoso: Roraima.

AROCHINSKI SILVA, J. C.; ABRAHÃO, B. A. Contradicciones, debilidades y éxitos de los hitos de la regularización de Venezuela en el Brasil. Monções - Revista de Relaciones Internacionales de la UFGD. V. 8, n. 16, 2019. p. 259

Roraima tem uma infraestrutura frágil: com pouco mais de 600 mil habitantes, e longe dos centros econômicos brasileiros, tem uma economia dependente de recursos federais e serviços governamentais inadequados, tendo, por exemplo, 4 leitos de UTI por 100 mil pessoas (os mais baixos de todo o país). O Coeficiente de Gini de Roraima é de 0,567, o que mostra desigualdade social, sendo que mais de30% da população do estado é considerada pobre. Roraima é o estado mais setentrional do Brasil e faz fronteira com o sul da Venezuela.