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Crises econômicas e violência marcam as eleições na América do Sul

Outubro é um mês chave para a América Latina. Entre os protestos e o tumulto social no Equador e no Chile, este mês também traz importantes eleições gerais na Argentina, Uruguai e Bolívia, além de eleições regionais tensas e violentas na Colômbia. Español

Crises econômicas e violência marcam as eleições na América do Sul
Cédula de eleição legislativa na Colômbia, 2014.
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O dia 27 será o super domingo do Rio da Prata: Mauricio Macri busca sua reeleição na Argentina, depois de ter perdido a primária em agosto. No Uruguai, o povo irá às urnas para eleger um novo presidente. Mais ao norte, na Colômbia, mais de 33 milhões de cidadãos também votarão em eleições regionais, ofuscadas pela violência. Na Bolívia, Evo Morales foi reeleito pela quarta vez no último domingo (20) em um episódio marcado por acusações de golpe de um lado e fraude do outro.

Argentina: uma nova curva à esquerda?

A possível saída de Macri teria implicações na região. As primárias, que funcionaram essencialmente como uma pesquisa de intenção de voto, mostraram que a tendência é Alberto Fernández vencer, que tem como vice a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner. Em agosto, Fernández conquistou 47% dos votos contra 32,6% de Macri.

Se o resultado das primárias for confirmado, os argentinos selariam sua rejeição às políticas neoliberais implementadas pelo governo conservador de Macri. Em seus quase quatro anos de governo, Macri encerra seu primeiro mandato com essencialmente todos os índices em pior estado em comparação com 2015, quando venceu a eleição. Além disso, a economia argentina continuou piorando desde as primárias, reduzindo ainda mais sua chance de reeleição.