Skip to content

A derrota do Ocidente no Afeganistão favorecerá a China e inspirará extremistas islâmicos

Os EUA combaterão o Talibã do ar, mas não há nenhum sinal de que conseguirão controlar os paramilitares em terra

Militar segurando arma frente a uma janela.
Um membro da força especial afegã participa de uma operação militar contra o Talibã na cidade de Kunduz, Afeganistão, 23 de julho de 2021
Published:

Há duas semanas, ainda existia a crença de que o Talibã levaria meses para assumir o controle do Afeganistão e até mesmo de que o grupo poderia negociar um acordo de paz, talvez julgando que seria um passo necessário em seu caminho para o poder.

Essa crença agora mudou dramaticamente. Na semana passada, os EUA convocaram uma reunião desesperada e de última hora com representantes do Talibã em Doha, capital do Qatar, envolvendo países da região, além da Rússia e China. O objetivo era convencer o Talibã de que seria tratado como um Estado pária caso tomasse o poder pela força. Paralelamente, o governo afegão ofereceu parte do poder em troca de um cessar-fogo. Desde então, as negociações terminaram com o fracasso de ambos os esforços.

Com o Talibã no controle de todo o país, há quatro perguntas-chave que devemos fazer. De onde vieram os paramilitares do Talibã? Quais países têm mais a ganhar com um domínio do Talibã? Qual será a política dos EUA agora? E como a mudança de poder afeta organizações como a Al Qaeda e o ISIS?