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ESG, Agenda 2030 e o Plano Decenal do Brasil de Sustentabilidade

Apesar dos períodos de instabilidades, o Brasil demonstra querer ser não apenas uma nação receptiva do capital verde, mas referência em sustentabilidade

ESG, Agenda 2030 e o Plano Decenal do Brasil de Sustentabilidade
Charles M Vella/Alamy Stock Photo
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A Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável é orientada por 17 objetivos macros, 169 metas estruturantes e 241 indicadores referenciais que juntos têm, literalmente, o condão de transformar o mundo. Esse compromisso foi assumido em 2015 à unanimidade pelos 193 países que compõem a Organização das Nações Unidas, dentre eles o Brasil. Por iniciativas como essas, a sustentabilidade se tornou um imperativo global, transdisciplinar e multissetorial que se consolida enquanto se reinventa em suas diversas dimensões.

O fator ESG, por sua vez, nasceu em 2004, no âmago do setor financeiro internacional, para tornar o desenvolvimento econômico-comercial um imprescindível aliado da preservação do planeta e do cuidado com as pessoas. Embora os parâmetros ESG estejam – em sua completude – interligados a cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as suas respectivas métricas e índices não são necessária e obrigatoriamente parametrizadas – apesar dos já existentes esforços internacionais nessa linha.

Saliente-se, todavia, que apesar do nascedouro em 2004, o ESG não é precursor da Agenda 2030, forjada em 2015. Isto porque os ODS sobrevieram como solução de continuidade aos 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), lançados em 2000. Desde então, o mundo caminha para 3 décadas de aprendizados, experiências, estruturação e institucionalização do amplo conceito de sustentabilidade. Tudo com respeito às particularidades e prioridades de cada País.