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Estaria o jogo virando contra Bolsonaro?

O presidente brasileiro está perdendo apoio do establishment, mas ainda conta com a lealdade de centenas de milhares de membros das forças de segurança.

Estaria o jogo virando contra Bolsonaro?
Grafite representando a disputa entre a ciência, retratada por dois profissionais de saúde como heróis, contra o presidente Jair Bolsonaro com o coronavírus como vilões em São Paulo, Brasil
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Este mês marcou um novo capítulo na trágica novela que é a política contemporânea no Brasil, com a prisão Fabrício Queiroz, escondido há 18 meses.

Sua prisão – em uma casa de um advogado da família Bolsonaro -– é fundamental porque, segundo os promotores, Queiroz é o guardião de uma séries de atividades corruptas cometidas nas últimas duas décadas por membros da família Bolsonaro. Ele é particularmente próximo do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho de Jair Bolsonaro, e pode potencialmente infligir enormes danos à Presidência.

A amizade de Fabrício Queiroz com o presidente remonta a 1984, quando serviu como recruta do exército sob a tutela de Bolsonaro. Depois de deixar o exército, Queiroz entrou para a Polícia Militar do Rio. Queiroz era bem conhecido e temido pelos moradores da favela Cidade de Deus, onde, uma noite em 2003, ele e um colega atiraram e mataram um morador durante uma patrulha. Uma investigação de homicídio sobre o incidente segue aberta hoje.