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Furacões e coronavírus: tempestade perfeita sobre as ilhas do Caribe

As ações multilaterais aparecem como a melhor estratégia para o Caribe superar as crises climáticas e sanitárias.

O presidente da Colômbia Iván Duque em sua viagem por Providencia após o furacão Iota
O presidente da Colômbia Iván Duque em sua viagem por Providencia após o furacão Iota - Ali Waked/Twitter
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A temporada de furacões de 2020, a mais longa e intensa da história, deixou um rastro de destruição em países do Caribe que já sofriam com a devastação causada pela Covid-19.

Como resultado do aumento da temperatura do planeta, os furacões no Atlântico Norte tornaram-se mais fortes e destrutivos nas últimas duas décadas, atingindo mais países, até várias vezes no mesmo ano. Essa tendência está esgotando os recursos humanos e financeiros das nações insulares do Caribe, já limitados pelo tamanho de sua população, economias relativamente modestas e instituições fracas, que mantêm vivo o passado de colonização (várias dessas nações ainda estão, de uma forma ou de outra, sob jurisdição de outro Estado).

Para complicar ainda mais as coisas, a temporada de furacões do ano passado chegou em meio à pandemia de Covid-19, que apesar de não ter produzido um número tão alto de infecções e mortes em comparação à outras partes do mundo, teve um efeito devastador na economia desses países. Devido especialmente à redução do turismo e do envio de remessas, que são as principais fontes da receita da maioria dos países caribenhos, a região viu uma contração do crescimento de 6,2% em 2020.