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Por dentro da jornada de migrantes trans para cruzar a última fronteira

Encontrar abrigo em Ciudad Juárez, no México, é mais um desafio no trajeto repleto de discriminação e abuso

Darling Sosa corta cabelo de uma mulher
Darling Sosa trabalha como cabeleireira nas dependências da casa ocupada por migrantes, onde se refugia enquanto espera a travessia para os EUA - Magda Gibelli
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O estado mexicano de Chihuahua é para muitos migrantes a última etapa antes de entrar nos Estados Unidos. Mas a permanência em Chihuahua pode se estender indefinidamente devido às crescentes dificuldades para atravessar a fronteira.

Entre a população migrante que chega e se acumula em Ciudad Juárez, na passagem de fronteira mais importante do norte do México, as dificuldades para encontrar acomodação são grandes, especialmente entre a população mais vulnerável, como as pessoas transgênero. Para elas, encontrar um lugar seguro para dormir pode ser mais um sofrimento em uma longa e difícil odisséia que começa a cerca de 3 mil km ao sul do México, na fronteira guatemalteca em Malacatán-San Marcos.

“Para mim, essa jornada foi uma via crucis”, diz Marisol, 23, enquanto penteia os cachos dourados que cobrem seu rosto para contar o que ela viveu desde que deixou Honduras.